Gestão – A necessidade das organizações em relação ao futuro e a transformação do trabalho

11/06/2019 07:56

É bem comum que todo administrador, executivo ou gestor, independente do tamanho da organização, pergunte-se qual modelo de gestão mais adequado. Em teoria, o modelo de gestão eficaz é um conjunto de escolhas que definem objetivos, motivações, esforços, coordenação das atividades e alocações de recursos de acordo com cada necessidade.

Em 1987, uma escola militar da Pensilvânia usava pela primeira vez o termo V.U.C.A. para descrever o ambiente geopolítico confuso. Segundo eles o mundo transformara-se em um ambiente “volátil”, “incerto”, “complexo” e “ambíguo”. Sua versão em português seria V.I.C.A., e dentro desse contexto a “Liderança” das organizações deve propor um olhar crítico de maneira a preparar-se para essa nova era e garantir a sustentabilidade de sua atividade acompanhando as tendências que essa condição exige.

Com o avanço da tecnologia tornando alguns segmentos do mercado ociosos, a ideia da substituição de capital humano pelo capital tecnológico das máquinas e computadores do nosso cotidiano não é rara. O computador
há algum tempo já superou a capacidade humana quanto à análise de dados e suas combinações. O trabalho mecânico com certeza vem sendo e será substituído completamente. Basta vermos o funcionamento dos assistentes virtuais da Apple, IBM e Amazon através dos dispositivos eletrônicos.

O mundo demandou análise e os profissionais moldaram-se a essa necessidade.

A transformação profissional dar-se-á com profissionais aptos a refletir. Nesse sentido novos postos serão criados, os profissionais precisarão refletir sobre cenários, criar estratégias, formas, maneiras e ferramentas para comandar todo o aparato tecnológico desenvolvido para trabalhar em função do homem.

A confiança passa a ser a moeda de troca nas relações e será o ponto-chave para a conexão. As organizações criam conexões com pessoas através da confiança atrelada ao produto/serviço que lhe é disponibilizado. Bons gestores de pessoas e de negócios precisarão dar maior evidência a esse conceito para obter sucesso em seus projetos.

Na gestão, a confiança passa a ser o elo de conexão entre a equipe e afasta um pouco da ideia da gestão por processos independentes. Com as equipes cada vez mais enxutas os profissionais ficarão conectados uns aos outros e aos desafios, muitas vezes alternando os papéis entre si, assumindo posições distintas exigidas por esses desafios e, para que isso aconteça, a confiança é fundamental.

Outro ponto importantíssimo é a disponibilidade em desaprender para reaprender. O conceito de “Descrição de Cargo” não é algo perene, passa a ser mais dinâmico e descrito de acordo com o desafio da atividade objetivo ou oportunidade. O escopo muda à medida que os desafios aparecem e o profissional precisa aprender a criar o próprio trabalho. Essa habilidade será o foco para a composição das equipes dentre os seus recursos humanos.

A ética passa a ter outro status e, com certeza, a maior parte dos problemas a serem dirimidos nessa nova era serão éticos e não técnicos. Nesse campo, a ética passa a ter um valor estratégico agregado, principalmente nessa fase de transição, no atual cenário político e institucional. A população mais consciente das questões morais e de responsabilidade social começa a valorizar organizações que contribuam com tal valor à sociedade.

É importante ressaltar que organizações são feitas de pessoas. Em um mercado cada vez mais competitivo, a atenção para acompanhar as tendências e as demandas do mundo tecnológico, político, cultural e econômico, reforça a ideia de que seus profissionais precisarão contemplar esta visão holística. E, para que isso ocorra, o investimento no capital intelectual de seus colaboradores é imprescindível.

As que já começaram estarão um passo à frente nesse sentido. Estas inovações promoverão administradores, executivos ou gestores de organizações a criarem estratégias de longo prazo, e de empoderamento de seus profissionais/colaboradores para não serem passivos. Estes deverão ser encorajados a contemplar a curiosidade e vontade de aprender.

Pois bem! A revolução é fato. O conhecimento científico cresce exponencialmente, a comunicação é cada vez mais universal, a economia está se transformando e o olhar ampliado sobre os recursos do mundo estão nos fazendo refletir quanto às escolhas que fazemos e como cada tomada de decisão pode impactar. Mudar não é uma tarefa fácil, envolve decisão, ousadia e sobretudo coragem. Vamos lá?

Escrito por: Almir Torcato, gestor corporativo da Canaoeste.

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