Fazenda Dona Ursulina é mais uma participante do BPC da Canaoeste

Propriedade segue orientações do serviço de Boas Práticas e Certificações

17/06/2022 09:00

Continuando nossas visitas com o comitê de Boas Práticas e Certificações (BPC) da Canaoeste (Associação dos Plantadores de Cana do Oeste de São Paulo) visitamos a Fazenda Dona Ursulina, na cidade de Morro Agudo, a 42 km de Sertãozinho. A propriedade é do associado Fernando dos Reis Filho.

Do alto, é possível ver que as práticas sustentáveis têm a devida importância para os donos da fazenda. Um conjunto de placas solares é responsável por produzir energia elétrica consumida por toda a propriedade.

Já em terra firme, as ações e adequações são orientadas por Maria Carolina Moro César dos Reis, filha do associado e uma das administradoras da propriedade.

Ela nos explica em poucas palavras o que é fazer parte desse serviço oferecido pela Canaoeste, que agrega valor ao produto cana-de-açúcar. “A vantagem vai além da sustentabilidade da atividade. Ela vem agregada na forma financeira. Por mais que a gente se envolva em todas as questões importantes que o serviço oferece, procuramos o resultado financeiro e o de sempre agregar valor naquilo que fazemos. Acho que, em relação à cana, como trabalhamos com commodities, com preços que às vezes não conseguimos controlar, é a maneira que a gente vai buscar o melhor resultado financeiro”, destaca Carolina Reis.

Pela análise do Comitê BPC da Canaoeste, a Fazenda Dona Ursulina tem posição de destaque em ações voltadas aos seus colaboradores, sendo um exemplo nas relações trabalhistas e humanas. Essa inclusive é uma das questões mais importantes adotadas na fazenda – ter um relacionamento saudável e cordial com os colaboradores. No campo, oferece todo o suporte para que os funcionários desempenhem suas funções, possam se alimentar e se hidratar. Esse lado humano nas relações, inclusive, é o mote adotado pela administração da fazenda. “Trabalho muito com a parte de Recursos humanos. Então, acredito que a minha maior vantagem é essa, porque é uma das formas que conseguimos proporcionar melhores condições para quem trabalha com a gente. Porque tudo que fazemos em um negócio, temos que crescer junto com as pessoas que estão ali no nosso dia a dia”, frisa Carolina Reis.

Ainda de acordo com a administradora da fazenda, a valorização dos funcionários é uma das melhores formas de buscar um resultado positivo, já que quando se investe em pessoas, você tem cuidado e respeito por elas. “Isso também volta para você, pois com essa valorização, conseguimos uma dedicação muito maior e um trabalho com muito mais qualidade”, explica.

Principais mudanças na Fazenda Dona Ursulina

O levantamento feito pelo serviço de Boas Práticas e Certificações, através da especialista em Processos Agrícolas, Letícia Guindalini Melloni, mostrou a necessidade de algumas adequações e mudanças. Entre elas, a construção de uma área de vivência fixa. Para isso, o antigo quarto onde ficavam os herbicidas será transferido para outro local em construção, e o antigo será reformado. A adequação vai favorecer também na distância segura de onde há circulação de pessoas.

Outra mudança é em relação a oficina destinada à manutenção de máquinas e equipamentos. Por lá, serão feitas canaletas de contenção, evitando dessa maneira a contaminação do solo e da água pelo óleo dos tratos das máquinas. Nos banheiros, a ideia é a adequação e construção de vestiário. “São poucas adequações a serem feitas”, explica Letícia Melloni, que completa “aqui na fazenda eles já desenvolviam boas práticas agrícolas. Já faziam o uso de software para controle de produtos, notas e com isso sabem quanto têm de recursos, quanto podem investir e quanto podem gastar. É um trabalho administrativo muito bacana e um passo muito importante para a sustentabilidade”, aponta Melloni.

Já Carolina Fernandes fez questão de apontar outros benefícios conquistados através de um software de gestão. O controle financeiro, fiscal e de estoque favorece que outros investimentos sejam feitos no humano. Ela destaca que no caso da Fazenda Dona Ursulina, os resultados positivos são refletir em melhorias nas áreas de vivência fixa e móvel da propriedade. “Isso ajuda, aproxima o escritório do campo e conseguimos ter uma conexão muito melhor sabendo exatamente o que está acontecendo na propriedade”, destaca e completa. “Uma das coisas que temos investido e, eu acredito que vamos investir mais nos próximos dois anos, serão as áreas de vivência fixas e móveis. Isso é importante porque é um ponto de apoio onde o pessoal está trabalhando. Além de você conseguir melhorar a qualidade e a condição do trabalho, você consegue outros benefícios – que o trabalho seja feito de forma melhor, mais rápida, e que ele consiga descansar – não tendo que me preocupar com as condições em que ele está inserido. Resumindo, você consegue fornecer um pouco de conforto, ainda que nessa condição de ‘Califórnia brasileira’, isso seja muito relativo”, finaliza.

Analisando as principais mudanças, sejam elas de pensamento, estruturais ou organizacionais, que a busca de uma certificação impulsiona na propriedade rural, surge a seguinte dúvida: como será que os engenheiros-agrônomos da Canaoeste que prestam uma assistência direta ao produtor veem tudo isso? Aproveitamos a presença da agrônoma Daniela Aragão Bacil para responder essa questão. “Sempre tivemos um bom relacionamento com todos eles. Normalmente, a gente sempre junta no início da safra para fazer o planejamento, para falar o que vai ser feito, porque além das recomendações, também fazemos a parte de levantamento de campo, tanto de pragas e doenças quanto das amostras”, explica.

Segundo Daniela, antes os profissionais faziam recomendações de concentrações de produtos para o controle de pragas e doenças, mas com a entrada das certificações esse serviço se tornou ainda mais específico, já que aumentou o interesse dos produtores em introduzirem mais produtos biológicos, menos agressivos ao ambiente, mantendo um pilar importante da sustentabilidade. “Fazemos os cálculos das moléculas que favorecem o controle, porém com menores concentrações. Dessa forma, protegemos cada vez mais no solo”, destaca a agrônoma que completa “Você ganha também em eficiência e isso impacta em um custo muito menor. Além disso tudo, vem à questão de agredir o meio ambiente. Então, muitos produtores estão optando por isso”, finaliza.

É importante lembrar que outros produtores associados da Canaoeste que ainda não fazem parte do Programa de Boas Práticas e Certificações poderão ingressar em novos grupos. Bastar entrar em contato com a especialista em Processos Agrícolas, Letícia Guindalini Melloni, através do telefone (16) 3946- 3316 (Ramal 7032) ou enviar um e-mail para leticiamelloni@canaoeste.com.br. 2

Eddie Nascimento

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