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Programa de Boas Práticas e Certificações – Promover a segurança do trabalhador rural também é Boa Prática Agrícola

21/06/2022 08:00

Olá produtor, tudo bem? Novamente estamos aqui com mais informações importantes sobre as Boas Práticas Agrícolas. Desta vez vamos tratar sobre o que envolve a saúde e segurança do trabalhador e sustentabilidade. Em nosso último encontro falamos da importância dos treinamentos, e que essa prática é fundamental quando focamos em promover a saúde e segurança do trabalhador rural. Focamos nos treinamentos obrigatórios e nos vocacionais, e já sabemos que um funcionário treinado se envolve em menos acidentes e entrega sua atividade de forma segura, colaborativa e com eficiência.

Além dos treinamentos como uma boa prática, é importante implementar um canal de conversa sobre saúde e segurança diretamente com o trabalhador, como, por exemplo, os diálogos de segurança. Nesses diálogos podemos conversar, em 15 minutos, sobre temas que abranjam as atividades dos funcionários da fazenda. Estes diálogos conscientizam os trabalhadores, e, por consequência, se envolvem em menos acidentes. Os diálogos costumam ser realizados pelo menos uma vez por semana, e reforçados quando a atividade daquele dia oferece algum perigo ao trabalhador.Existem diversos materiais disponíveis na internet, que são utilizados como ferramenta nos diálogos de segurança. Essas conversas com os trabalhadores podem tratar de temas como ergonomia no trabalho, alerta de trabalho perigoso, uso correto do equipamento de proteção individual, entre outros.

De fato, os EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) são de suma importância para manter o trabalhador mais seguro e preservar sua saúde. Inúmeros são os relatos de acidentes evitados ou amenizados pelo uso correto do EPI. O empregador deve fornecer EPIs corretos com CA (Certificado de Aprovação) para cada atividade que o trabalhador realiza. O produtor pode checar o número de CA no site do Ministério do Trabalho. Ainda, é considerada uma boa prática reter uma ficha de EPIs para cada trabalhador, com dados sobre o equipamento entregue, a data da entrega, o CA e a assinatura do trabalhador que recebeu os equipamentos. O patrão deve cobrar a utilização de EPIs; todos os envolvidos nas atividades que exijam EPIs devem utilizá-los, inclusive os encarregados.

Assim como os equipamentos de segurança, as ferramentas utilizadas pelos trabalhadores devem estar em bom estado, de maneira a não comprometer a atividade nem a segurança deles. Muitos acidentes podem ser evitados se as ferramentas tiverem a manutenção adequada. Ainda, o local de trabalho deve ser seguro. Proteger com grade ou reduzir acesso às partes perigosas como roldanas e engrenagens de equipamentos, sinalizar corretamente os degraus e locais perigosos previnem acidentes graves. As relações entre empregador e empregado devem ser estreitas suficientes para que se o funcionário não estiver em suas integridades físicas e mentais adequadas para exercer sua atividade ele possa dizer sem constrangimento, e seu empregador deve tomar as ações necessárias para evitar que este funcionário trabalhe com qualquer desconforto. Ainda, se isto acontecer por consequência das atividades realizadas, o produtor precisa prover o acompanhamento médico.

O trabalhador rural corre muitos riscos durante a jornada de trabalho, por isso checar os riscos antes de começar a atividade deve ser um hábito. Se ele observar que existe qualquer tipo de risco, a atividade deve ser postergada até a resolução ou mitigação desse risco.

Outra forma de cuidar da saúde e segurança do trabalhador e evitar problemas trabalhistas são as realizações dos exames admissionais, demissionais e os periódicos, de acordo com as atividades exercidas por eles. Sabemos que é comum realizar os exames admissionais e demissionais dos funcionários, mas os periódicos, aqueles que geralmente são anuais, muitas vezes são deixados de lado. Estes exames pressentem danos à saúde que podem estar relacionadas com suas atividades e previnem que estes danos se agravem e provoquem afastamentos ou dados irreparáveis à saúde do trabalhador. É uma boa prática trocar o trabalhador de atividade quando este apresenta algum dano físico por exercer sua atividade. Por exemplo, um trabalhador que faz aplicação de defensivos agrícolas, se tem seu exame de colinesterase alterado, deve exercer outra atividade até ordens médicas para o retorno.

Não podemos esquecer de falar sobre a higiene, e bem-estar do trabalhador. Os banheiros que eles frequentam devem estar limpos, ter local com sabão para higienizar as mãos, toalha de papel e papel higiênico. As áreas de vivência devem estar limpas e asseadas, com local para tomar água fresca. Isto tudo coopera com a saúde do trabalhador e são boas práticas agrícolas. Fornecer água fresca durante todo o período de trabalho é um dever do patrão, bem como local adequado para armazenar as refeições. Por último, mas não menos importante, precisamos pensar no ambiente que o trabalhador rural está na maior parte do tempo, o campo. Por estar em ambiente aberto, é preciso perceber que certas atividades em horários que o sol está com alta incidência podem se tornar impraticáveis. De fato, é importante reduzir o trabalho pesado nas horas mais quentes do dia, e proporcionar conforto térmico por meio de abrigo, equipamentos corretos etc. O produtor que está atento à saúde e segurança do trabalhador, deve se fazer as seguintes perguntas:

• Meus funcionários fazem exames admissionais, demissionais e periódicos de acordo com suas atividades?

• Eu forneço água fresca durante o período de trabalho?

• As minhas instalações são suficientes para que este funcionário tenha higiene e bem-estar?

• Eu protejo meus funcionários com sinalização adequada, equipamentos de segurança e diálogos de segurança?

• Meus funcionários são treinados para que trabalhem de forma segura?

• Eu forneço abrigo ao meu trabalhador para que ele tenha momentos de descanso e recuperação física nos períodos mais quentes do dia

Todos os departamentos e o Programa de Boas Práticas e Certificação da Canaoeste estão disponíveis para garantir que o associado tenha as informações corretas para garantir a saúde e segurança do seu trabalhador. Se após esta autoanálise, for identificada a necessidade de mais boas práticas em saúde e segurança do trabalho, entre em contato com a nossa especialista em Processos Agrícolas, Letícia Guindalini Melloni, através do telefone (16) 3946-3316 (Ramal 7032) ou envie um e-mail para leticiamelloni@canaoeste.com.br

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