Reuniões técnicas em Severínia e Viradouro discutem Funrural e custo de colheita
Cristiane Barão
Associados das cidades e arredores participaram dos encontros
Na última quinzena de maio a Canaoeste promoveu dois encontros técnicos com seus associados em Viradouro e Severínia para discutir a sistematização de áreas e custos de colheita mecanizada e a cobrança do Funrural.
Em Viradouro o encontro ocorreu no dia 19 na Câmara Municipal e contou com o apoio da Dow AgroSciences. No dia seguinte, a reunião foi em Severínia, no Rotary Club, e foi realizada em parceria com a Açúcar Guarani e com a Nortox.
De acordo com o consultor técnico da Canaoeste, Cléber José Moraes, o objetivo da palestra que proferiu foi traduzir em custos a diferença entre dois parâmetros para a colheita mecanizada: o de talhões com tiros mais longos e com uniformização do terreno, que é o indicado pelo CTC (Centro de Tecnologia Canavieira), e o de talhões com tiros mais curtos e sem sistematização da área.
“Quando o parâmetro do canavial são talhões mais curtos e sem sistematização, o custo da colheita é mais alto”, explica.
Já o advogado da Canaoeste, Juliano Bortoloti, explicou aos produtores a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que declarou inconstitucional a cobrança do Funrural.
Segundo ele, a Canaoeste já ajuizou ação para que seus associados também sejam beneficiados pela resolução do STF. A previsão é de que a Associação obtenha decisão favorável da Justiça nas primeiras semanas de junho. Depois disso, é necessário ajuizar ações individuais cobrando o ressarcimento do que foi pago nos últimos cinco anos.
No entanto, Bortoloti alerta que o produtor precisa avaliar se compensa mudar o regime de tributação. “Com o Funrural o produtor recolhe 2,1% sobre a sua comercialização anual. A outra forma de tributação representa 23% sobre a folha de salários. Assim, é preciso fazer os cálculos e ver se compensa a mudança. Para os produtores em que compensa pedir o ressarcimento do que foi pago e mudar de regime de tributação, a Canaoeste estará à disposição para ajuizar a ação”, explicou.
Fonte: www.revistacanavieiros.com.br