Pragas na Cana
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Elasmo: Praga comum em todas as regiões produtoras de cana do Brasil, a lagarta Elasmo tem a cabeça e o primeiro segmento do corpo pretos e no restante do corpo predomina um verde azulado. Os ataques ocorrem com maior intensidade em solo arenoso durante períodos secos. Alimenta-se das folhas e da parte inferior do broto, pouco abaixo do nível do solo. A lagarta ataca abrindo galerias mistas de teia e terra, ligando o abrigo ao exterior. Ao redor da região atacada há o aparecimento de tecidos necrosados. Os danos ocasionam o amarelamento das folhas e a morte da gema apical.
PREJUÍZOS: Os prejuízos são maiores em cana-planta, podendo provocar falhas no "stand", obrigando o agricultor a realizar o replantio na área atacada. As populações da praga são mais elevadas nos períodos de brotação de soca e ressoca, porém os danos são atenuados pelo perfilhamento da soqueira que repõe os brotos mortos.
Cigarrinha da Folha e Cigarrinha da Raiz: As duas espécies são encontradas nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás e vivem na parte aérea das plantas, sugando a seiva das folhas.
Os machos da Cigarrinha da Folha são de coloração marrom avermelhada e apresentam duas manchas vermelhas. As fêmeas são um pouco mais escuras e sem as manchas. A postura dos ovos é feita nas bainhas das folhas inferiores. Ao eclodirem, as ninfas migram para os ponteiros das canas, alojando-se nas bainhas das folhas e protegendo-se com espuma característica. A fase adulta se dá aos 80 dias do ciclo, ocorrendo as maiores infestações nos meses de alta precipitação.
Os adultos da Cigarrinha da Raiz são de coloração variável, predominando o vermelho-escuro com faixas pretas nas asas.
A postura dos ovos ocorre nas bainhas mais baixas, próximas ao colo da planta . As ninfas fixam-se às raízes na superfície do solo para sugar a seiva. Produzem uma exsudação semelhante à espuma de sabão, que lhe serve de abrigo.
O ciclo evolutivo completo é de 60 a 80 dias, ocorrendo as mais altas infestações quando existe excedente hídrico no solo e temperaturas elevadas.
PREJUÍZOS: Os adultos de ambas as espécies, ao sugarem a seiva das folhas, injetam toxinas, que causam seu amarelamento e posterior "queima", reduzindo a capacidade de fotossíntese da planta, encurtando os entrenós e ocasionando a perda do peso e açúcar.
Migdolus: Esta é uma praga comum nas regiões produtoras de cana em São Paulo, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás e ocasiona prejuízos extremamente grandes na produção final. Uma vez constatada a infestação, a praga pode ocorrer o ano inteiro. Caracteriza-se por machos pretos e fêmeas marrons de aproximadamente 18 mm. Todos os estágios de desenvolvimento são subterrâneos, muitas vezes a profundidades superiores a dois metros. O acasalamento, ou revoada, é o único estágio feito na superfície e logo as fêmeas penetram novamente à terra, cavando galerias para fazer a postura dos ovos. Suas larvas são brancas e leitosas e no final deste estágio, é construída uma câmara onde as larvas transformam-se em pupa. Três a quatro meses antes da revoada, que ocorre de dezembro a março, emergem os adultos, que começam a se preparar para subir à terra.
PREJUÍZOS: O ataque normalmente ocorre em reboleiras, em cana-planta e também nos cortes subseqüentes. As larvas se alimentam tanto dos toletes como dos rizomas que, quando atacados, emitem poucas raízes, provocando o secamento de touceiras nas reboleiras infestadas.
Cupins: Em qualquer lugar do país onde se cultiva a cana-de-açúcar, é comum deparar-se com este tipo de praga. São insetos sociais, cujas operárias - maior parte do cupinzeiro - têm coloração branca ou amarelo-pálida. Os soldados são responsáveis pela defesa da colônia, possuem cabeça volumosa, de coloração marrom amarelada, com mandíbulas bem desenvolvidas. São cupins subterrâneos e suas câmaras podem chegar a mais de quatro metros de profundidade.
Os ataques ocasionam danos em cana planta e cana soca, podendo ocorrer de três formas diferentes:
Logo após o plantio - quando perfuram os toletes usados como "semente", com ataque posterior às raízes, causando falhas na germinação.
No período de maturação - quando os cupins atacam os colmos, causando seca e morte dos mesmos.
Logo após o corte - quando as touceiras são atacadas, provocando o seu raleamento.
PREJUÍZOS: Causam danos à cultura por atacarem os toletes, danificando as gemas e, conseqüentemente, prejudicando a germinação. Em cana adulta, abrem galerias nos entrenós basais, destruindo os tecidos e ocasionando a secagem dos colmos.
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