O agro brasileiro faz a diferença

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20/07/2018

O agro brasileiro deve alcançar até 2027 a gigantesca cifra de US$ 1,1 trilhão (R$ 3,8 trilhões). É a projeção do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e da Universidade de São Paulo (USP), destacada em artigo recente pelo amigo professor Marcos fava Neves, que confirma a força e o virtuosismo do agro brasileiro. Para todos os produtos, o crescimento da exportação brasileira será maior que o do mercado internacional em geral.
 
São cálculos que ainda podem resultar em um total ainda maior porque nesta conta não entram o provável crescimento em papel e celulose e outros produtos florestais. Também não foram somados café, frutas, flores, açúcar, etanol, arroz e outras commodities. Se estas agregarem mais US$ 100 bilhões acumulados, o valor na década chegará a US$ 1,2 trilhão.
 
Um dos principais produtos exportados por nós, a soja em grãos deve ter sua comercialização expandida em 38% no mercado internacional, significando 56,4 milhões de toneladas a mais disponíveis. A participação do Brasil deve crescer ainda mais, chegando a 49% - volume US$ 13,3 bilhões maior do que o exportado em 2017.
 
O farelo de soja também renderá boas perspectivas, com aumento no mercado internacional de 17,9 milhões de toneladas, crescimento de 31%. O Brasil deve aumentar sua participação em 6,5 milhões de toneladas, significando 45% de aumento e US$ 1,9 bilhão a mais do que o exportado em 2017.
 
O óleo de soja deverá dar o maior salto entre as exportações brasileiras. Em 10 anos, aumentaremos nossa participação em 1,5 milhão de toneladas - 146% a mais do que o exportado em 2017, rendendo US$ 1,2 bilhão.
 
As projeções também são otimistas para o nosso milho, com nossa participação crescendo o dobro da mundial. O mercado internacional deve crescer 25,2 milhões de toneladas, representando 15%. O Brasil aumentará em 30% sua participação, resultando em 8,8 milhões de toneladas US$ 1,36 bilhão a mais do que o exportado em 2017.
 
Outros expressivos números vêm do setor de proteína animal. O mercado internacional de carne bovina deve crescer 2,1 milhões de toneladas, aumento de 29%. O Brasil deve aumentar sua participação em 1,1 milhão de toneladas, crescimento de 91% e lucro de US$ 4,4 bilhões a mais do que o exportado em 2017.
 
Nosso frango também nos dará orgulho, já que o mercado internacional deve crescer 3,6 milhões de toneladas (35%) e o Brasil pode aumentar sua participação em 3,6 milhões de toneladas (83%) - US$ 3,75 bilhões a mais do que o exportado em 2017.
 
A safra 17/18 deve ficar na memória do produtor como uma das melhores da história. O próximo ano agrícola também deve apresentar bons resultados.
 
Mas precisamos ainda vencer desafios para que essa força motriz do agro não seja enfraquecida. É necessário que a infraestrutura brasileira para escoamento da produção para exportação seja melhorada. “Dentro da porteira”, como mostram os números, o produtor tem feito sua lição de casa e apresentado ótimos resultados.
 
Mas ainda enfrentamos dificuldades como o alto custo Brasil, taxas tributárias incoerentes e uma instabilidade política que afeta diretamente o câmbio e as exportações. Além disso, é vital que haja investimentos em infraestrutura para escoar esta produção por melhores rodovias, novas ferrovias e hidrovias.
 
Estas duas últimas, opções eficientes para deixarmos de ser reféns da malha rodoviária, por onde transportamos mais de 65% de nossas cargas. Com a mais recente greve dos caminhoneiros, ficou ainda mais claro e muito urgente a necessidade de diversificarmos nosso transporte. 
 
A cadeia produtiva da pecuária de corte deixou de movimentar entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões. Produtores de aves e suínos contabilizaram R$ 3 bilhões em prejuízos, incluindo a morte de 70 milhões de aves e de 20 milhões de suínos, a maior parte por falta de ração.
 
Proliferam movimentos demagógicos e iniciativas legislativas descabidas como a proibição da caça de controle de espécies exóticas (javali), a proibição do embarque de gado vivo, o impedimento de pulverização aérea, a impossibilidade do uso de animais para ensino e pesquisa, a demora em modernizar a legislação sobre agroquímicos e outras barbaridades obscurantistas.
 
Ou seja, temos uma fantástica oportunidade, tenhamos discernimento e sensatez para aproveitá-la!

Fonte: Assessoria de Imprensa Arnaldo Jardim

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O agro brasileiro faz a diferença

20/07/2018

O agro brasileiro deve alcançar até 2027 a gigantesca cifra de US$ 1,1 trilhão (R$ 3,8 trilhões). É a projeção do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e da Universidade de São Paulo (USP), destacada em artigo recente pelo amigo professor Marcos fava Neves, que confirma a força e o virtuosismo do agro brasileiro. Para todos os produtos, o crescimento da exportação brasileira será maior que o do mercado internacional em geral.
 
São cálculos que ainda podem resultar em um total ainda maior porque nesta conta não entram o provável crescimento em papel e celulose e outros produtos florestais. Também não foram somados café, frutas, flores, açúcar, etanol, arroz e outras commodities. Se estas agregarem mais US$ 100 bilhões acumulados, o valor na década chegará a US$ 1,2 trilhão.
 
Um dos principais produtos exportados por nós, a soja em grãos deve ter sua comercialização expandida em 38% no mercado internacional, significando 56,4 milhões de toneladas a mais disponíveis. A participação do Brasil deve crescer ainda mais, chegando a 49% - volume US$ 13,3 bilhões maior do que o exportado em 2017.
 
O farelo de soja também renderá boas perspectivas, com aumento no mercado internacional de 17,9 milhões de toneladas, crescimento de 31%. O Brasil deve aumentar sua participação em 6,5 milhões de toneladas, significando 45% de aumento e US$ 1,9 bilhão a mais do que o exportado em 2017.
 
O óleo de soja deverá dar o maior salto entre as exportações brasileiras. Em 10 anos, aumentaremos nossa participação em 1,5 milhão de toneladas - 146% a mais do que o exportado em 2017, rendendo US$ 1,2 bilhão.
 
As projeções também são otimistas para o nosso milho, com nossa participação crescendo o dobro da mundial. O mercado internacional deve crescer 25,2 milhões de toneladas, representando 15%. O Brasil aumentará em 30% sua participação, resultando em 8,8 milhões de toneladas US$ 1,36 bilhão a mais do que o exportado em 2017.
 
Outros expressivos números vêm do setor de proteína animal. O mercado internacional de carne bovina deve crescer 2,1 milhões de toneladas, aumento de 29%. O Brasil deve aumentar sua participação em 1,1 milhão de toneladas, crescimento de 91% e lucro de US$ 4,4 bilhões a mais do que o exportado em 2017.
 
Nosso frango também nos dará orgulho, já que o mercado internacional deve crescer 3,6 milhões de toneladas (35%) e o Brasil pode aumentar sua participação em 3,6 milhões de toneladas (83%) - US$ 3,75 bilhões a mais do que o exportado em 2017.
 
A safra 17/18 deve ficar na memória do produtor como uma das melhores da história. O próximo ano agrícola também deve apresentar bons resultados.
 
Mas precisamos ainda vencer desafios para que essa força motriz do agro não seja enfraquecida. É necessário que a infraestrutura brasileira para escoamento da produção para exportação seja melhorada. “Dentro da porteira”, como mostram os números, o produtor tem feito sua lição de casa e apresentado ótimos resultados.
 
Mas ainda enfrentamos dificuldades como o alto custo Brasil, taxas tributárias incoerentes e uma instabilidade política que afeta diretamente o câmbio e as exportações. Além disso, é vital que haja investimentos em infraestrutura para escoar esta produção por melhores rodovias, novas ferrovias e hidrovias.
 
Estas duas últimas, opções eficientes para deixarmos de ser reféns da malha rodoviária, por onde transportamos mais de 65% de nossas cargas. Com a mais recente greve dos caminhoneiros, ficou ainda mais claro e muito urgente a necessidade de diversificarmos nosso transporte. 
 
A cadeia produtiva da pecuária de corte deixou de movimentar entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões. Produtores de aves e suínos contabilizaram R$ 3 bilhões em prejuízos, incluindo a morte de 70 milhões de aves e de 20 milhões de suínos, a maior parte por falta de ração.
 
Proliferam movimentos demagógicos e iniciativas legislativas descabidas como a proibição da caça de controle de espécies exóticas (javali), a proibição do embarque de gado vivo, o impedimento de pulverização aérea, a impossibilidade do uso de animais para ensino e pesquisa, a demora em modernizar a legislação sobre agroquímicos e outras barbaridades obscurantistas.
 
Ou seja, temos uma fantástica oportunidade, tenhamos discernimento e sensatez para aproveitá-la!