Crescimento continua
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Editorial
Depois do crescimento excepcional na safra 2010/2011, a produção nacional de grãos deve amargar redução de 3,5% da safra atual (2011/2012). Na projeção mais pessimista até agora, vamos colher 157,07 milhões de toneladas, contra 162,84 milhões de toneladas da safra passada. Na realidade, o que podemos ver é uma diminuição, não uma quebra, da produção. Afinal, se compararmos os números com a safra 2009/2010, que apresentou um volume de 149,25 milhões de toneladas, ocorrerá um crescimento de 5,24%, ou 7,82 milhões de toneladas. Ou seja, apesar dos problemas climáticos que provocaram sérios prejuízos para produtores, principalmente no sul do Brasil, teremos uma ótima safra. -
O fato de não repetirmos o espetacular desempenho de 2011 não desmerece o trabalho desenvolvido por toda a cadeia do agronegócio nacional. Os investimentos e aplicação de novas tecnologias visando ao aumento da produtividade e a aplicação de grande parte do lucro na terra têm sido responsáveis pelos resultados.
No entanto, tanto a agricultura como a pecuária estão sujeitas às intempéries climáticas e sofrem muito, tanto com a seca como com o excesso de chuvas no momento errado. O que o Brasil precisa fazer é encontrar saídas que possibilitem ao produtor rural conviver de forma mais harmoniosa principalmente com a estiagem. Todos sabemos que o agreste brasileiro é uma região de deficiência hídrica. Portanto, investir na captação -e principalmente na armazenagem- da água nos períodos da chuva é fundamental.
E agora os estados do sul, em especial Santa Catarina e Rio Grande do Sul, iniciam um processo para também encontrar uma forma de conviver com a seca, que afeta suas lavouras constantemente, a exemplo do que está acontecendo este ano. E esse é o melhor caminho: conviver com os humores do clima tropical, que garante um clima favorável para a produção de alimentos, mas também prega sustos como os de agora, apesar de isso não ser suficiente para reverter a tendência dos últimos anos. O Brasil vem aumentando sua produção e é líder mundial de aumento da produtividade rural. Isso, apesar de termos área suficiente para ampliar nossas lavouras. Mas optamos por preservar as terras intocadas e investimos nas agricultáveis.
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