Apostas e Expectativas

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08/05/2018

Por: Diana Nascimento


A Conferência Abertura de Safra 2018/2019, ocorrida em 14 de março, no Espaço Golf, em Ribeirão Preto, reuniu empresários e executivos de usinas, produtores e fornecedores de cana, lideranças políticas. Realizado pela Consultoria Datagro e pela Marsh, o evento debateu desafios e analisou a atual safra de cana no Brasil e em outros países produtores.

As expectativas para a safra de cana 2018/2019 já foram mencionadas na edição anterior da Revista Canavieiros (Foco na safra 18/19). Resumidamente, espera-se uma menor oferta de cana na região Centro-Sul e um forte mix para o etanol.

Em relação aos estoques globais de açúcar, de acordo com Felipe Ferraz, diretor da RCMA, eles estão na média. “Quem pode mudar o cenário são os 10 maiores produtores”, afirma.

O Paquistão, na safra 18/19, deve produzir 7 milhões de toneladas contra um consumo de 5,4 milhões de toneladas de açúcar/ano.

A Índia conta com uma produção de 30 milhões de toneladas e um consumo de 25 milhões, além de contar com questões políticas e sociais que influenciam na produção. “As coisas mudam muito na Índia”, pontuou Ferraz ao comentar que os fornecedores de cana indianos estão recebendo com atraso.

A Europa, que conta com uma produção de 19,3 milhões de toneladas e um consumo de 18,2 milhões, continuará exportando. “A Europa deve ser um player ao longo do ano e os custos de produção são afetados pelo Euro”, mencionou Ferraz.

A produção da Tailândia, de 12 milhões de toneladas, terá por volta de 9 milhões exportadas. O país procura por destinos com valor agregado e alta qualidade.
A China também contará com aumento na produção, com altos custos, e ainda com a necessidade de aumento na importação do produto, pois o seu consumo está em crescimento constante. As importações para o período devem somar entre 5 e 6 milhões de toneladas de açúcar.

Para Souza, os fundos e especulações são hoje a maior força do mercado por sua capacidade financeira e volume de posicionamento.

O RenovaCalc também foi tema de um dos painéis da conferência. A versão final está em fase de desenvolvimento e contará com dados de entrada como identificação das usinas e critérios de elegibilidade. Os fatores que impactam na produção de etanol também serão analisados como corretivos, fertilizantes sintéticos, fertilizantes orgânicos, combustíveis e outros.

Financiamento
O painel sobre Financiamentos e Serviços para o setor contou com a participação de Marcos Rossi, chefe do Departamento de Complexo Agroalimentar e Biocombustíveis do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento).

Rossi destacou que de 2001 a 2017, o BNDES desembolsou quase R$ 60 bilhões para o setor sucroenergético, o que representou mais de 120 novos projetos financiados (cogeração, expansão de usinas e greenfields), aumento da capacidade de moagem de cana em mais de 150 milhões de toneladas por ano e mais de 1,5 milhão de hectares plantado de cana por meio do ProRenova.  

Esse montante financiado contou com uma base de clientes de 131 grupos econômicos e 91 instituições financeiras como agentes repassadores.

Com o lançamento do PAISS, em 2011, a prioridade de atuação do BNDES no setor passou a ser o fomento à inovação tecnológica.

A agenda do BNDES para o setor contempla quatro pontos: Produtividade agrícola e retomada dos investimentos (difusão tecnológica de novas variedades de cana e ampliação de capacidade produtiva), Inovação tecnológica (contribuição para a superação do desafio de escalonamento industrial do etanol de segunda geração, desenvolvimento de novas técnicas de plantio (sementes artificiais) e variedades de cana transgênica; fomento a novos biocombustíveis como biogás e bioquerosene de aviação; ampliação da tecnologia no campo (Plano Nacional de Internet das Coisas), Plataforma Biofuturo e RenovaBio.

Segundo Rossi, o biogás tem se mostrado como algo potencial no setor sucroenergético, tanto que o banco já conta com algumas iniciativas como o Seminário Potencial do Biogás de Resíduos Agroindustriais, realizado em novembro de 2017 e um estudo que está em andamento.

Em relação às demandas dos financiamentos, Alexandre Castelano, do Santander apontou sobre a necessidade de linhas de financiamento para a cadeia de produtores.
De olho no agronegócio, o banco pretende estreitar as relações com o setor ao oferecer soluções financeiras competitivas e que atendam às necessidades e elegibilidade dos clientes.

O executivo comentou sobre o Confirming, um produto de financiamento à cadeia de suprimentos, desenvolvido pelo Santander, que funciona como um programa de antecipação de recebíveis aos fornecedores de cana-de-açúcar. Essa linha das usinas destinada aos seus fornecedores permite que os mesmos antecipem seus recebíveis através de um programa de cessão de crédito sem co-obrigação.
Já Bruno Carvalho, sócio da Pantalica, comentou sobre algumas fontes alternativas de financiamento para o setor como Hedge Funds, tradings e carregamento de estoque.

Riscos e desafios de equipamentos agrícolas
O quinto painel da conferência abordou sobre os riscos e desafios dos equipamentos agrícolas.  Segundo o diretor local de Clientes de São Paulo da Marsh Brasil, Álvaro Dabus, o risco permeia a atividade a todo o tempo.

O líder da Prática de Agronegócio da Marsh Brasil, José Zanni foi taxativo. “Há a opção de aceitar, mitigar ou evitar o risco, a perda de equipamentos”, mencionou.

Ele segue dizendo que com o advento da mecanização e proibição de queimadas, a utilização de equipamentos como as colhedoras de cana passou a ser fundamental e, consequentemente, o aumento na transferência desse risco para o mercado segurador, uma vez que os custos de reposição se tornaram relevantes. Com o decorrer do tempo agravaram-se as condições de contratação do seguro para esses equipamentos por conta do aumento da frequência de sinistros.
 
De 2014 a 2017, o número de indenizações saltou e isso gera impactos no negócio como paralisação das atividades, responsabilidade civil e ambiental, multas ambientais, desvalorização do patrimônio e ações do Ministério Público, órgãos ambientais e terceiros.
 
De acordo com Zanni, a gestão do negócio deve implementar a cultura de risco, um plano de contingência e montagem de um registro atualizado de manutenção.
 
O diretor financeiro da Delta Sucroenergia, Alberto Klumb, disse que o ideal seria eliminar o risco. “Com algumas medidas é possível mitigar os riscos e diminuir os sinistros”, afirmou.

Uma colhedora custa em torno de R$ 1 milhão, uma quantia bem considerável, e merece ser bem conservada. Uma dica para isso é realizar treinamentos para que o operador cuide do equipamento como se fosse dele, além de fazer e realizar um checklist antes da operação.

Uma das grandes causas de sinistro em colhedora é o incêndio. A realização de limpezas periódicas na máquina ajuda a evitar isso.

Entre as ações realizadas pela usina para a mitigação de riscos está o monitoramento da frota que verifica onde o equipamento está circulando para evitar roubos. “Ao sair da rota, o combustível da máquina é automaticamente cortado”, explica Klumb.

Outra medida adotada é apurar e responsabilizar todo acidente ocorrido. “Isso ajuda a controlar custos e baixar gastos. O que atrapalha a operação são os prejuízos indiretos, pois o custo do seguro aumenta com a sinistralidade”, argumentou Klumb.

Ter equipamentos atualizados e um plano de manutenção foi a dica dada por Gabriel Lemos, Head de Subscrição Agro da Swiss Re Corporate Solutions.

Lemos salientou que o setor de seguros precisa se aproximar do setor sucroenergético para juntos trabalharem a gestão de riscos. “A seguradora é avessa ao risco. A transparência afeta os valores, prêmios e condições”, afirmou.

Renovabio
O ponto mais alto do evento foi a assinatura do decreto que regulamenta o programa RenovaBio pelo presidente da República Michel Temer.

O decreto estabelece a governança do processo de definição das Metas Nacionais de Redução de Emissões para Combustíveis, criação do Comitê RenovaBio como órgão de apoio técnico ao CNPE e responsabilidade pela regulação e fiscalização de Certificação de Biocombustíveis e do Credenciamento das Firmas Certificadoras (ANP).

Na ocasião, o secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, Márcio Félix, lembrou que a safra 18/19 será a primeira a ser colhida sob a regência do RenovaBio. “Um novo e próspero caminho se inicia com eficiência, competitividade e previsibilidade”, disse.

De acordo com o secretário, os biocombustíveis são parte da estratégia brasileira que implica em integração e sustentabilidade para três setores fundamentais da economia nacional: agronegócio, indústria do petróleo e a automotiva.

O cronograma legal do RenovaBio sinaliza que em junho de 2018 haverá a definição das metas nacionais e em dezembro de 2019 ocorrerá o início da cobrança das metas individuais compulsórias, aplicáveis a todos os distribuidores de combustíveis.

O então ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho, disse que o setor sucroenergético sabe que tem discutir no Ministério e levar as suas demandas. 
“Queremos ajudar o agro e o setor de biocombustíveis no Brasil. Somos a economia mais verde no mundo e temos que lançar bases de tranquilidade para que o setor possa voltar a investir”, pontuou.

Temer, por sua vez, comentou que logo irá solucionar o Rota 2030 e que o setor automobilístico nacional evoluiu muito e ajudou a economia do país. “O Brasil voltou para ficar. Voltou em boa parte pelo auxílio do agronegócio e da agricultura. O Renovabio, de todos os atos, será o mais importante desse Governo”, finalizou o presidente da República.

Fonte: Revista Canavieiros

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Apostas e Expectativas

08/05/2018

Por: Diana Nascimento


A Conferência Abertura de Safra 2018/2019, ocorrida em 14 de março, no Espaço Golf, em Ribeirão Preto, reuniu empresários e executivos de usinas, produtores e fornecedores de cana, lideranças políticas. Realizado pela Consultoria Datagro e pela Marsh, o evento debateu desafios e analisou a atual safra de cana no Brasil e em outros países produtores.

As expectativas para a safra de cana 2018/2019 já foram mencionadas na edição anterior da Revista Canavieiros (Foco na safra 18/19). Resumidamente, espera-se uma menor oferta de cana na região Centro-Sul e um forte mix para o etanol.

Em relação aos estoques globais de açúcar, de acordo com Felipe Ferraz, diretor da RCMA, eles estão na média. “Quem pode mudar o cenário são os 10 maiores produtores”, afirma.

O Paquistão, na safra 18/19, deve produzir 7 milhões de toneladas contra um consumo de 5,4 milhões de toneladas de açúcar/ano.

A Índia conta com uma produção de 30 milhões de toneladas e um consumo de 25 milhões, além de contar com questões políticas e sociais que influenciam na produção. “As coisas mudam muito na Índia”, pontuou Ferraz ao comentar que os fornecedores de cana indianos estão recebendo com atraso.

A Europa, que conta com uma produção de 19,3 milhões de toneladas e um consumo de 18,2 milhões, continuará exportando. “A Europa deve ser um player ao longo do ano e os custos de produção são afetados pelo Euro”, mencionou Ferraz.

A produção da Tailândia, de 12 milhões de toneladas, terá por volta de 9 milhões exportadas. O país procura por destinos com valor agregado e alta qualidade.
A China também contará com aumento na produção, com altos custos, e ainda com a necessidade de aumento na importação do produto, pois o seu consumo está em crescimento constante. As importações para o período devem somar entre 5 e 6 milhões de toneladas de açúcar.

Para Souza, os fundos e especulações são hoje a maior força do mercado por sua capacidade financeira e volume de posicionamento.

O RenovaCalc também foi tema de um dos painéis da conferência. A versão final está em fase de desenvolvimento e contará com dados de entrada como identificação das usinas e critérios de elegibilidade. Os fatores que impactam na produção de etanol também serão analisados como corretivos, fertilizantes sintéticos, fertilizantes orgânicos, combustíveis e outros.

Financiamento
O painel sobre Financiamentos e Serviços para o setor contou com a participação de Marcos Rossi, chefe do Departamento de Complexo Agroalimentar e Biocombustíveis do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento).

Rossi destacou que de 2001 a 2017, o BNDES desembolsou quase R$ 60 bilhões para o setor sucroenergético, o que representou mais de 120 novos projetos financiados (cogeração, expansão de usinas e greenfields), aumento da capacidade de moagem de cana em mais de 150 milhões de toneladas por ano e mais de 1,5 milhão de hectares plantado de cana por meio do ProRenova.  

Esse montante financiado contou com uma base de clientes de 131 grupos econômicos e 91 instituições financeiras como agentes repassadores.

Com o lançamento do PAISS, em 2011, a prioridade de atuação do BNDES no setor passou a ser o fomento à inovação tecnológica.

A agenda do BNDES para o setor contempla quatro pontos: Produtividade agrícola e retomada dos investimentos (difusão tecnológica de novas variedades de cana e ampliação de capacidade produtiva), Inovação tecnológica (contribuição para a superação do desafio de escalonamento industrial do etanol de segunda geração, desenvolvimento de novas técnicas de plantio (sementes artificiais) e variedades de cana transgênica; fomento a novos biocombustíveis como biogás e bioquerosene de aviação; ampliação da tecnologia no campo (Plano Nacional de Internet das Coisas), Plataforma Biofuturo e RenovaBio.

Segundo Rossi, o biogás tem se mostrado como algo potencial no setor sucroenergético, tanto que o banco já conta com algumas iniciativas como o Seminário Potencial do Biogás de Resíduos Agroindustriais, realizado em novembro de 2017 e um estudo que está em andamento.

Em relação às demandas dos financiamentos, Alexandre Castelano, do Santander apontou sobre a necessidade de linhas de financiamento para a cadeia de produtores.
De olho no agronegócio, o banco pretende estreitar as relações com o setor ao oferecer soluções financeiras competitivas e que atendam às necessidades e elegibilidade dos clientes.

O executivo comentou sobre o Confirming, um produto de financiamento à cadeia de suprimentos, desenvolvido pelo Santander, que funciona como um programa de antecipação de recebíveis aos fornecedores de cana-de-açúcar. Essa linha das usinas destinada aos seus fornecedores permite que os mesmos antecipem seus recebíveis através de um programa de cessão de crédito sem co-obrigação.
Já Bruno Carvalho, sócio da Pantalica, comentou sobre algumas fontes alternativas de financiamento para o setor como Hedge Funds, tradings e carregamento de estoque.

Riscos e desafios de equipamentos agrícolas
O quinto painel da conferência abordou sobre os riscos e desafios dos equipamentos agrícolas.  Segundo o diretor local de Clientes de São Paulo da Marsh Brasil, Álvaro Dabus, o risco permeia a atividade a todo o tempo.

O líder da Prática de Agronegócio da Marsh Brasil, José Zanni foi taxativo. “Há a opção de aceitar, mitigar ou evitar o risco, a perda de equipamentos”, mencionou.

Ele segue dizendo que com o advento da mecanização e proibição de queimadas, a utilização de equipamentos como as colhedoras de cana passou a ser fundamental e, consequentemente, o aumento na transferência desse risco para o mercado segurador, uma vez que os custos de reposição se tornaram relevantes. Com o decorrer do tempo agravaram-se as condições de contratação do seguro para esses equipamentos por conta do aumento da frequência de sinistros.
 
De 2014 a 2017, o número de indenizações saltou e isso gera impactos no negócio como paralisação das atividades, responsabilidade civil e ambiental, multas ambientais, desvalorização do patrimônio e ações do Ministério Público, órgãos ambientais e terceiros.
 
De acordo com Zanni, a gestão do negócio deve implementar a cultura de risco, um plano de contingência e montagem de um registro atualizado de manutenção.
 
O diretor financeiro da Delta Sucroenergia, Alberto Klumb, disse que o ideal seria eliminar o risco. “Com algumas medidas é possível mitigar os riscos e diminuir os sinistros”, afirmou.

Uma colhedora custa em torno de R$ 1 milhão, uma quantia bem considerável, e merece ser bem conservada. Uma dica para isso é realizar treinamentos para que o operador cuide do equipamento como se fosse dele, além de fazer e realizar um checklist antes da operação.

Uma das grandes causas de sinistro em colhedora é o incêndio. A realização de limpezas periódicas na máquina ajuda a evitar isso.

Entre as ações realizadas pela usina para a mitigação de riscos está o monitoramento da frota que verifica onde o equipamento está circulando para evitar roubos. “Ao sair da rota, o combustível da máquina é automaticamente cortado”, explica Klumb.

Outra medida adotada é apurar e responsabilizar todo acidente ocorrido. “Isso ajuda a controlar custos e baixar gastos. O que atrapalha a operação são os prejuízos indiretos, pois o custo do seguro aumenta com a sinistralidade”, argumentou Klumb.

Ter equipamentos atualizados e um plano de manutenção foi a dica dada por Gabriel Lemos, Head de Subscrição Agro da Swiss Re Corporate Solutions.

Lemos salientou que o setor de seguros precisa se aproximar do setor sucroenergético para juntos trabalharem a gestão de riscos. “A seguradora é avessa ao risco. A transparência afeta os valores, prêmios e condições”, afirmou.

Renovabio
O ponto mais alto do evento foi a assinatura do decreto que regulamenta o programa RenovaBio pelo presidente da República Michel Temer.

O decreto estabelece a governança do processo de definição das Metas Nacionais de Redução de Emissões para Combustíveis, criação do Comitê RenovaBio como órgão de apoio técnico ao CNPE e responsabilidade pela regulação e fiscalização de Certificação de Biocombustíveis e do Credenciamento das Firmas Certificadoras (ANP).

Na ocasião, o secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, Márcio Félix, lembrou que a safra 18/19 será a primeira a ser colhida sob a regência do RenovaBio. “Um novo e próspero caminho se inicia com eficiência, competitividade e previsibilidade”, disse.

De acordo com o secretário, os biocombustíveis são parte da estratégia brasileira que implica em integração e sustentabilidade para três setores fundamentais da economia nacional: agronegócio, indústria do petróleo e a automotiva.

O cronograma legal do RenovaBio sinaliza que em junho de 2018 haverá a definição das metas nacionais e em dezembro de 2019 ocorrerá o início da cobrança das metas individuais compulsórias, aplicáveis a todos os distribuidores de combustíveis.

O então ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho, disse que o setor sucroenergético sabe que tem discutir no Ministério e levar as suas demandas. 
“Queremos ajudar o agro e o setor de biocombustíveis no Brasil. Somos a economia mais verde no mundo e temos que lançar bases de tranquilidade para que o setor possa voltar a investir”, pontuou.

Temer, por sua vez, comentou que logo irá solucionar o Rota 2030 e que o setor automobilístico nacional evoluiu muito e ajudou a economia do país. “O Brasil voltou para ficar. Voltou em boa parte pelo auxílio do agronegócio e da agricultura. O Renovabio, de todos os atos, será o mais importante desse Governo”, finalizou o presidente da República.